Conversas sobre Ciência Cidadã
Alan Irwin é professor no Centro Dinamarquês de Estudos em Investigação e Política de Investigação da Universidade de Aarhus e no Departamento de Organização da Escola de Negócios de Copenhaga. Ao longo de muitos anos, publicou artigos sobre temas relacionados com ciência cidadã, política científica e de inovação e Estudos de Ciência e Tecnologia (STS). Presidiu ao Exercício de Aprendizagem Mútua da Comissão Europeia sobre Iniciativas de Ciência Cidadã – Política e Prática.
É reconhecido o seu contibuto para moldar as primeiras conversas académicas sobre ciência cidadã e a sua relação com a ciência, a democracia e o conhecimento público. Olhando para trás, como é que o significado e as práticas da ciência cidadã evoluíram desde esses primeiros debates e o que tem sido mais encorajador ou preocupante?
O meu livro, Citizen Science, foi publicado em 1995. O meu argumento principal na altura era que as pessoas fora das instituições de investigação possuem conhecimentos e compreensão que poderiam realmente ajudar a enfrentar os desafios sociais e ambientais. Não me referia apenas ao fornecimento de fontes de dados adicionais. Também tinha em mente que os membros da sociedade poderiam trazer novas questões, experiências e perspetivas.
Considero que esse é um argumento importante. Se tivesse que escolher uma grande mudança desde então, seria o desenvolvimento das tecnologias digitais: incluindo aplicações, bancos de dados e comunicação através da internet. No início dos anos 1990, isso era impossível de imaginar. Mas, sem dúvida, transformou as práticas e as possibilidades da ciência cidadã.
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